Curiosidades sobre o carnaval
O carnaval é uma festa tradicional comemorada em diversos países, originário da religião católica, é comemorado quarenta dias antes do domingo de páscoa, que era marcado como “adeus a carne”, onde os católicos fazem jejum de carne durante esses quarenta dias(quaresma). O calendário é definido também, a partir das fases da lua, esses fatores fazem com que a data do carnaval mude a cada ano. Nos dias de hoje, além das comemorações religiosas, a festa tem um caráter popular caracterizado por desfiles de rua.
Quem trouxe a tradição do carnaval de rua para o Brasil, foram os portugueses, mas os pioneiros foram os europeus,que se reuniam em grupos,enfeitavam seus carros e saiam fantasiados comemorando pelas ruas. Essa estrutura dos desfiles de rua , são feitas ainda por diversos países. No Brasil, os desfiles permanecem na cultura de muitas comemorações. A partir daí surgiram os blocos, que criavam músicas próprias dando origem as famosas escolas de samba, que utilizam de carros alegóricos e fantasias, assim como era feito na Europa. Essas tradições foram incorporadas de acordo com a cultura de cada região do Brasil, mesmo tendo ritmos e características diferenciadas, os desfiles urbanos garantem a festa de muitos brasileiros que passam o feriado aproveitando as atrações por vários lugares espalhados pelo Brasil.
Muitas modificações foram ocorrendo com o passar do tempo,a começar pelo nome da comemoração. Antigamente os portugueses chamavam a festa de entrudo,e no lugar de brincadeiras como jogar serpentinas e confetes,era comum jogar água, ovos, farinha e limão criando uma espécie de batalha entre os participantes
Agora, eu tenho certeza que nossos colonizadores iriam ficar horrorizados com a baderna que isso tudo virou, de um lado só mulheres quase peladas disfarçando as partes íntimas com gliter, em ritmo de samba que não possui uma melodia agradável e letras com temas mega “ham bems”, ( e olha que eu curto um samba), de outro, desfiles de rua com bonecões gigantes que dão medo e pessoas dançando com as roupas mais barangas possíveis, chacoalhando sombrinhas de um lado pro outro. Em alguns lugares os trios elétricos são a sensação,e multidões correm atrás deles; nas ruas de pedras de Minas Gerais os carnavais são embalados de muita bebida e também blocos de rua nas cidades históricas. O que antes era apenas uma comemoração de amigos que resolveram fazer gracinha virou uma baranguisse generalizada que todos querem aproveitar e pagam muito caro pra isso. Pelo menos não existe mais essa história de brincadeira de “mela mela” como era chamada a batalha de ovos, e misturas nojentas.
Mas a verdade mesmo, eu bem queria passar um carnaval bom,seria parceira nas baranguisses,e bebedeiras do povo.Sinto que vou ter que esperar até ano que vem pra isso. =/
A incrível fábrica dos problemas caseiros
É impressionante como as coisas começam a dar errado quando você sai de casa e vai morar sem os pais. Desacostumados com as tarefas de casa e completamente alienados em algumas situações, passamos a descobrir coisas óbvias, mas que antes a gente nem pensava sobre o assunto. Percebemos que o lixo não tem pernas pra descer sozinho, que a geladeira não descongela automaticamente, e que você tem que fazer a faxina sempre,porque senão a liberdade de andar descalço na própria casa, é inválida. Que deixar a lerdeza e a preguiça de lado,e fazer os serviços instantaneamente, é essencial para ficar livre de problemas futuros.
Certa vez, eu e as meninas lá de casa fizemos um almoço, que agora nem me lembro o que era. Mas me lembro muito bem do estado que esse maldito almoço ficou depois de alguns dias dentro do forno. Acho que 874 espécies de bichos fizeram da bandeja a sua casa. Eu devia ter contratado um cientista pra verificar aqueles bichinhos nojentos para o estudo de novas espécies. Quem sabe eu não receberia um dinheirinho por isso, mas não, o que eu recebi mesmo foi uma experiência mega repugnante. Depois de muito tempo olhando pra bandeja, e fazendo ânsia de vômito por causa do cheiro, que lembrava de raspadinha de peixe (comentário desnecessário),de nós 3 disputarmos quem ia lavar, tive que achar coragem e limpar aquele troço. Depois desse dia, achei que nada era tão ruim que não podia ficar pior. Que ilusão a minha! Morando em um prédio em que a tubulação adora fazer surpresas, tudo é possível. Uma vez, eu estava lavando as louças normalmente, quando repentinamente uma água começou a vazar do banheiro que fica próximo a cozinha. Quando abri a porta do banheiro,essa água era a água gordurosa da pia que estava voltando cheia de comida pelo ralo do banheiro. Desesperada com aquilo, comecei a gritar as meninas pra que elas me ajudassem a limpar aquela nojeira, mas só a ajuda delas não adiantava. Tivemos que ligar para o bombeiro, que demorou mais de uma hora pra chegar (isso já era 12 noite), enquanto isso, a cozinha estava “vivendo” aquele caos gorduroso. Depois de muito tempo o bombeiro chegou, e como se não bastasse a bagunça que ele fez para consertar o negócio ( tudo jorrava pelas paredes), ainda ficamos falidas porque o produto que ele tinha que jogar nos ralos era super caro. A partir daí,descobrimos que nada é tão trágico que não possa ser cômico também, morremos de rir da dupla de bombeiros, que por sinal era muito esquisitinha,e da situação. Depois nos juntamos para limpar aquilo tudo, de forma bem descontraída, ou seja,rindo e conversando muito alto o que resultou num torra da vizinhança ás 4 horas da manhã.
Outro dia, mais uma vez a família dos canos do edifício Valéria resolveram nos presentear . Júlia e eu,sábado de manhã resolvemos fazer uma mega faxina na casa. Enquanto eu lavava o chão da cozinha, ela lavava uns panos. De maneira discreta, ela me xingou porque achou que eu estava jogando água nela, o que era bem provável, porque do jeito que sou estabanada e distraída seria até normal, mas felizmente, ou infelizmente não era eu que estava jogando a água. A água do tanquinho estava voltando por um outro cano que eu nunca tinha visto na vida. Além de molhar a Júlia, a cozinha que eu já tinha limpado,saiu uma BARATA de dentro de lá. Que nojo! O tanto que a gente gritou não foi brincadeira, a cada centímetro que a barata se movia era um escândalo. Cara, eu nunca tinha matado uma barata. Depois de gritar muito,a gente decidiu comprar um inseticida, porque era melhor matar a barata, pra que ela virasse um esqueleto,do que ter que dar uma chinelada nela,escutar aquele crec, e ainda ver aquele bicho nojento se desfazendo. Pelo menos, agora eu sei que nunca mais vou deixar de ter na minha casa o inseticida Raid, porque ele realmente mata as baratas na hora, de maneira divertida, porque aí além de matar a barata você entende o ditado de “ficar rodando igual barata tonta”, porque a barata fica mais tonta que os b~ebados da esquina aqui de casa.
Tudo bem que eu só contei a parte ruim de morar sozinha. Mas no fundo, no fundo até que é legal! E a nível de curiosidade,a minha casa é super arrumadinha e limpinha ok?
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